sexta-feira, 22 de junho de 2012

Until The Last Moment




Capítulo 8
Come back around

[ Harry ]

(Uma semana atrás)

Loira estava na casa da Daniela e do Louis à duas semanas. Eu tinha parado de tentar falar com ela porque Louis disse que sempre que eu fazia isso, ele e a Daniela acabavam a discutir e eu não suportaria ver mais um casal a discutir por minha causa. Ficava a trocar SMS com o Louis e ele mantinha-me informado sobre como ela estava.
Durante um dos nossos ensaios, ele disse-me que ela estava decidida a voltar para Portugal. Eu simplesmente não sabia o que fazer, parecia que as coisas estavam a ficar fora do meu controlo. Eu só sabia que não podia deixar-la ir.
- Já resolves-te aquele assunto? – Louis lembrou-me do que eu não conseguia esquecer.
- Claro que não, se já tivesse resolvido, a Jessica estaria comigo agora.  – Disse já sem paciência.
- Sabes que não podes adiar mais isso, resolve essa coisa logo ou conta a verdade para ela, não podes ficar a enrolar a rapariga por mais tempo.
- Eu não consigo dizer-lhe antes de resolver as coisas.
- Bem, tu é que sabes. Tu é que vais ficar a perder..
Horas depois, nós já tínhamos dado o ensaio como acabado, visto que eu não me conseguia concentrar. Errei os tempos, a ordem das coisas e até as letras.
- Ok, rapazes, vamos tentar outra vez para a semana – Disse o Niall.
- Hey, dás-me boleia? – Perguntei ao Louis – Eu vim a pé mas estou cançado demais para voltar.
- Claro – Respondeu o Louis.

Eu tinha chamado o Louis para entrar e ele contava-me como a Loira parecia confusa e que tinha de contar a verdade. Sem dizer nada subi as escadas a correr e ele veio logo atrás de mim. Abri uma das gavetas da Jessica e elas estavam quase vazias. Eu sabia, ela tinha estado ali.

- O que se passa? – Louis não me entendia.
- Ela veio aqui – No meio da minha confusão de papéis e coisas, eu podia sentir que ela tinha estado ali. Os meus olhos foram diretamente para o envelope que estava na mesinha ao lado da minha cama. Eu implorava para que ela não tivesse aberto aquele envelope.
- O que é isso? – Louis perguntou enquanto eu verifica o conteúdo do envelope.
- O que está dentro daquele envelope, é tudo.. – Eu respondi e ele entendeu logo.
- Tu realmente tens de resolver a tua vida, Harry. Eu vou para casa, saber se ela chegou a ver isso, não te preocupes, eu deixo-te informado.
- Obrigado – Disse, deitando-me na cama. Louis saberia encontrar o caminho até à porta sosinho.
Cerca de vinte minutos depois, Louis ligou-me, disse que ela aparentemente não tinha visto o envelope. Ela ia mesmo para Portugal no dia seguinte e hoje ia para uma festa com a Daniela. Eu lembrei-me de nós sairmos e alguns rapazes ficavam a olhar para ela e eu só sorria e passava o braço pela cintura dela, por mais que eles olhassem, era comigo que ela iria para casa.
- Queres vir para cá? Os rapazes estão a vir para jogar poker.
- Tens a certeza que é uma boa ideia?
- Sim, é ideia da Daniela, por isso acho que não há problema.
- Ok, vou tomar um duche e já vou, com todo este azar no amor, é melhor prepararem as vossas carteiras.
Então ela estava a sair com a Daniela. Será que não me amava mais? Eu precisava vêla, ela iria deixar a cidade no dia seguinte. Como ela conseguia deixar-me assim tão facilmente?
Quinze minutos mais tarde, já estava na rua do Louis. O carro da Jessica ainda estava lá, mas o da Daniela não, devia ser seguro entrar.
Quando cheguei já todos estavam lá.
Eu tentava jogar, mas tudo o que pensava era como Jessica estava e se ela estava a divertir-se, se ela estava com alguém, se ela estava a beber muito, se alguém ia tomar conta dela, se esse alguém era um rapaz de sonho, se ela viria dormir em casa.
Horas depois, estava decidido que não esperaria que ela voltasse, eram quase cinco da manhã e eu já tinha bebido todos os energéticos que haviam naquela casa.
Niall e Zayn já tinham voltado para as suas casas e eu estava a preparar-me para fazer o mesmo, quando ouvi o baralho da porta a bater.
As vozes e as risadas vindas da sala indicavam que elas tinham chegado. Não havia nada que eu pudesse fazer, a não ser implorar para elas subirem as escadas.
- É melhor eu ir levar a minha menina para a cama, o último a sair que bata a porta – Disse o Louis, atirando as cartas para a mesa. Eu teria ganho mais esta rodada mas a sua mulher era mais importante do que uma partida de poker.
- Ele ama mesma a Daniela – Disse o Liam – E eu amo este jogo.
- Fala baixo – Disse, mas já era tarde demais, ela estava ali.
Ela olhou-nos e caminhou elegantemente até mais perto, e de repente parou, como se naquele instante se lembrasse da minha existência.
- Loira! Queres entrar no lugar do Louis? – Liam perguntou-lhe naturalmente.
Eu gelei. Não pela possibilidade dela entrar no lugar do Louis e começar aquele seu discurso que era melhor de que todos nós e eu ter que começar a perder de próposito só para deixá-la feliz. Eu gelei porque não estava pronto para vê-la, não assim. Aquele vestido valorizava os seus peitos, a parte do seu corpo que eu mais amava. Ela estava com um ar alegre, provavelmente por causa da bebida. Eu olhava-a e pensava que tudo aquilo já foi meu, e ia para minha casa depois das festas e agora ela não me queria mais.
- Vou dormir, boa noite rapazes.
- Boa noite – Eu e o Liam dissemos para o nada, já que ela não tinha esperado por uma resposta.
Fui para casa, e nunca a minha cama pareceu-me tão grande e vazia. O sono custou a vir e assim que adormeci o meu telemóvel tocou.
Abri os meus olhos com dificuldade, a luz que entrava no quarto quase que me cegava. Quando finalmente acostumei-me aquela claridade vinda apenas do telemóvel, olhei para o visor :
‘- Já visto isto? ‘

Era uma SMS vinda diretamente da fonte dos meus problemas, Viviana.
A imagem que ela me mandara mostrava uma revista de fofocas.

‘Noiva de Harry Styles é vista em clima de romance com Taylor Lautner.

Cansada de músicos?’


Uma foto da Jessica e do tal Taylor de mãos dadas. Então ela não se importava mais comigo? Bem, ela estava prestes a ir para Portugal certo? Quem sabe eu ainda tenha alguma oportunidade.
Horas depois, ouvi uma buzina familiar na frenta da minha casa. Olhei pela janela e era ela, parada com o seu carro. Saí a correr até chegar até ela. Quando me aproximei reparei que era Daniela, que saíu do carro e passou-me as chaves.
- Fui levar a Loira ao aeroporto e ela pediu-me para deixar o carro aqui.
- Ah, obrigado. Queres que te deixe em casa?
- Eu prefiro andar – Se conhecesse o Louis ela já deveria saber a verdade e deveria odiar-me por isso.
- Olha Daniela...
- Harry, nem tentes ok? Eu sei de tudo e não me perguntes o porquê de eu ainda não lhe ter contado. Estás a ser extramemente um idiota por deixares isto tudo acontecer e mais idiota ainda por não resolveres as coisas de uma vez por todas. Eu queria mesmo muite bater-te sabes?
- Ok, afinal eu mereço – Disse envergonhado.
- Mas apesar de tudo eu tenho muito respeito por ti – Ela abraçou-me – Resolve as coisas é que já pedi para fazerem o meu vestido de madrinha.
- Está bem – Disse a sorrir. Ela deu-me um soco no ombro e começou a caminhar para casa.
Assim que ela saíu da minha vista, reparei que estava sosinho e que só eu poderia resolver isto.

Uma semana desde que a Loira voltou para Portugal e as coisas pareciam que estavam a melhorar para mim. Liam ia me levar ao aeroporto, eu ia para Las Vegas resolver tudo e depois iria para Portugal.
- Obrigado por me emprestares o carro – Disse o Liam – Assim que o meu voltar da oficina eu devolvo-te.
- Que não tenha nem um arranhão. – Disse a rir-me.
- Vou fazer os possíveis – Disse o Liam, a rir-se também.
- Não é o anel da Jessica? – Liam tinha acabado de mostrar-me o anel de noivado dela.
Isso mesmo. O anel de noivado, o símbolo do nosso compromisso, que estava num sítio qualquer no carro dela.
- Tu deverias devolver-lhe – Liam encorajou-me.
- E é o que vou fazer .
- Boa sorte

Decidi primeiro ir a Portugal. Quando cheguei apanhei um táxi para um hotel. Tomei banho e troquei de roupa. Eu lembrava-me da morada da Loira, mas não sabia bem o que fazer quando chegasse lá. Coloquei o anel no meu bolso esperava a oportunidade de devolvê-lo e que o pai dela não me recebesse com uma espingarda na mão.
Assim que o táxi parou em frente da casa dela, era como se eu fosse aquele rapaz que achava que o mundo era pequeno para ele, naquele tempo em que achava que era imortal e que nada poderia-me atingir, exceto a Jessica. Ela ainda era o meu ponto fraco, ela ainda era quem fazia os meus joelhos vacilarem.
Toquei à campainha e rezava para que quem abrisse a porta fosse a Jessica mas foi o pai dela quem o fez.
- O que queres daqui ? – Disse o pai dela, e eu preferia que ele estivesse com uma espingarda.
- Eu só quero conversar com ela, se ela não quiser falar comigo eu vou embora.
- Hum, vamos, se ela não quiser receber-te, não voltas sem seres convidado ok?
- Ok – Assenti.
 - Filha? – Ele bateu à porta do quarto dela.



- Podes entrar, pai – Ela respondeu e o pai dela abriu a porta. Lá estava ela. Exactamente como eu me lembrava dela. Linda. Quase um mês de distância, mas pareciam anos. Suspirei enquando ela se ajeitava na cama.
- Tudo bem pai, podes deixar – Disse ela para o pai, que continuava com a mão na maçaneta.
- Está bem, qualquer coisa, é só chamares – Disse ele, olhando dela para mim.
- Queres sentar-te? – Ela perguntou e eu achei tudo aquilo muito estranho, ela tratava-me de um jeito esquisito, como se nunca tivéssemos sido mais do que bons amigos.
- Não, queria era saber se queres sair, conversar noutro lugar – Falei baixo, receoso que o seu pai estivesse a ouvir colado à porta.
- Claro, deixa-me só trocar de t-shirt – Eu queria dizer-lhe que não era preciso, que ela estava linda e ela tinha de voltar para mim, mas tudo o que saiú foi ‘ok, eu espero por ti lá fora’.
O único lugar que eu sabia ir sem me perder por Portugal era a casa da Loira. E de lá eu sabia ir até a um café que nós costumávamos frequentar na época de namoro. Sentamo-nos na mesa habitual, mais no funfo, e eu olhava-a como se quisesse saber se tinha perdido alguma mudança nessas três semanas de separação.
- Continuas óptima – Disse. Queria dizer que ela estava óptima sem mim, mas eu era nada sem ela e que precisava dela e que tínhamos que resolver tudo.
- Obrigada, tu também estás muito bem – Disse, e todo o meu discurso foi-se por água abaixo.
Em nenhum momento ela disse algo sobre a separação ou Taylor, William, seja lá qual era o nome dele e eu também não disse nada. Éramos como bons amigos a conversar. Em nada parecíamos um casal que passou meses a planear o resto das suas vidas juntos e que simplesmente tinham deixado isso para trás. Um empregado do café indicou-nos que eram três da manhã e que eles estavam prontos para fechar.
- Nós podíamos ir para o meu hotel.. – Disse, enquanto caminhávamos até a um táxi. Não queria ter de me separar dela. – Só para conversar..
- Eu não sei se é boa ideia, Harry.
- Eu não te vou atacar, nem nada disso, se é esse o teu medo – Disse sem saber se poderia fazê-lo ou não.
- Vamos.

Assim que entramos no quarto, arrependi-me por ter prometido que não a agarraria. Estava difícil controlar-me, ainda mais a vê-la com aquele decote.
Ela caminhou da maneira mais sexy até ao frigorífico e encheu dois copos com sumo e ao entregar-me um copo as nossas mãos tocaram-se por um único segundo, mas foi como se algo pulasse dentro de mim, eu simplesmente não conseguia mais controlar-me, eu precisava do corpo dela no meu e foi isso que fiz. Puxeia contra mim e senti seu corpo nos meus braços. 
O meu corpo estava a gritar pelo dela, o que me fazia atrapalhar na hora de despi-la, e finalmente ela era minha novamente. Não queria que aquele momento acabasse.

Acordei na manhã seguinte com um sorriso no rosto ao ver a minha mulher deitada ao meu lado, Queria ficar com ela para sempre, mas não podia, ainda não. Tomei banho e arrumei as minhas coisas. Olhei para ela uma ultima vez e quase desisti de ir, mas sabia que se queria ficar com ela teria de resolver as coisas. Escrevi um bilhete e deixei o seu anel de noivado sobre a mesa. Beijei-a delicadamente e saí.
- Bom dia, a minha mulher está lá em cima – Disse para a recepcionista – Será que pode ligar-lhe às dez da manhã? E mande o pequeno almoço para o quarto, ok?
- Sim, senhor .
Corri até ao aeroporto e comprei o meu bilhete para Las Vegas.
Em algumas horas estaria de volta para a minha mulher e todos os meus problemas estariam resolvidos. Pelo menos, assim esperava.

1 comentário:

Tania Cruz disse...

lindo como sempre *-* quero muito o próximo *-*